Laís Melo é roteirista, diretora, diretora de arte e educadora popular em cinema. Seu trabalho investiga as relações entre corpo, trabalho, território e tempo, interessando-se por narrativas em que as grandes transformações políticas, econômicas e sociais reverberam intimamente sobre a vida cotidiana. Entre o drama e o humor, pesquisa as violências estruturais e as possibilidades de reinvenção da vida.
Dirigiu, roteirizou e montou o curta-metragem Tentei (2017), vencedor dos prêmios de Melhor Curta-Metragem, Melhor Fotografia e Melhor Atriz no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de diversos outros reconhecimentos nacionais. Seu primeiro longa-metragem, Nó (2025), estreou no 53º Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Filme pelo Júri da Crítica e Melhor Fotografia. O filme também conquistou o prêmio de Best Film no 17º BRAVO Film Festival, participou da Mostra de Longas do FRAPA, do WIP CineMundi (Mostra de Tiradentes), do FEMCINE WIP e do Guadalajara Construye, onde recebeu o Prêmio BrujAzul para pós-produção de imagem, estreando comercialmente em mais de 14 cidades brasileiras.
Atualmente, desenvolve os longas-metragens Terras Raras, Pão e Xingu. No mercado audiovisual, foi diretora assistente de Deserto Particular, de Aly Muritiba, filme escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar, além de co-roteirista e co-diretora da série Cartas para o Futuro, produzida para a National Geographic. Como diretora de arte, assina a identidade visual de longas-metragens, séries, curtas e videoclipes premiados. 
Ao longo de sua trajetória, Laís Melo consolidou uma atuação que articula criação artística, pesquisa, educação e desenvolvimento do audiovisual brasileiro. Para além da realização de filmes, dedica-se à formação de novos realizadores, à construção de metodologias de criação e ao fortalecimento de iniciativas voltadas à democratização do acesso ao cinema.
Desde 2012, concebe e conduz oficinas, cursos, laboratórios e processos de formação em roteiro, direção, direção de arte, comunicação popular e educação audiovisual, desenvolvidos em universidades, escolas, hospitais, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e projetos culturais. Sua prática pedagógica é orientada pelos princípios da educação popular, da criação coletiva e da investigação artística.
Atuou como coordenadora e mentora do Núcleo de Curtas-Metragens do Núcleo de Projetos Audiovisuais de Curitiba (NPA), acompanhando o desenvolvimento dramatúrgico de projetos de realizadores iniciantes. Também foi educadora em iniciativas como Lá Longe, Aqui Perto – Cinema nos Faxinais, CineSol e no Curso de Comunicação Popular para Jovens, experiências que aproximam cinema, território e transformação social.
Nos últimos anos, ampliou sua atuação como consultora e mentora de desenvolvimento de roteiros, colaborando com autores e produtoras na pesquisa, estruturação dramatúrgica e desenvolvimento de projetos de curta e longa-metragem.
Também integra comissões de seleção e avaliação do audiovisual, atuando como curadora e jurada em festivais e mostras de cinema, entre eles o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, a Mostra Eu Mais Velha, o Festival Queima e o Abril Claquete Maratona Cinematográfica.
Sua trajetória transita entre a realização de obras, o desenvolvimento de projetos e a formação em cinema, compreendendo a criação como uma prática de investigação. Em seus processos, pesquisa e realização acontecem de forma indissociável, alimentando metodologias próprias de escrita, direção e desenvolvimento cinematográfico.

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